Mundo
Lula da Silva alerta para risco de invasão e defende reforço do investimento militar no Brasil
Durante um encontro bilateral em Brasília com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, Lula sublinhou que a defesa deve ser encarada como uma ferramenta de dissuasão.
O presidente brasileiro, Lula da Silva, manifestou na segunda-feira uma preocupação invulgar com a segurança nacional, defendendo que o Brasil deve estar preparado para eventuais agressões externas, incluindo o risco de uma invasão.
Num tom assertivo, o chefe de Estado brasileiro questionou a perceção de segurança do país face ao atual cenário geopolítico global.
“Não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão da defesa, qualquer dia, alguém invade a gente”, declarou o presidente do Brasil.
Autonomia face aos "senhores de armas"
Lula realçou que o Brasil tem necessidades iguais às da África do Sul e, dirigindo-se ao homológo, defendeu a criação de uma indústria de defesa autónoma para reduzir a dependência das grandes potências.
“Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas”, reforçou o presidente brasileiro, exortando o chefe de Estado sul africano a unir esforços para definirem o que podem produzir em conjunto.
A solução proposta por Brasília passa por uma cooperação reforçada entre as nações do Sul Global. Lula sugeriu que o Brasil e a África do Sul devem unir esforços para o desenvolvimento de tecnologia e equipamentos militares próprios, evitando a importação de armamento das potências tradicionais.
Diplomacia, conflitos globais e negócios
Além da vertente militar, o encontro em Brasília serviu para ambos os líderes reiterarem o apelo à resolução pacífica dos conflitos no Médio Oriente. Cyril Ramaphosa condenou a perda de vidas civis, enquanto Lula reforçou a necessidade de o Brasil se posicionar de forma mais robusta no xadrez da segurança internacional.O reforço da Defesa deverá ser uma das prioridades orçamentais do governo brasileiro nos próximos anos, visando não só a proteção do território, mas também o estímulo à indústria tecnológica nacional.
Esta visita teve como objetivo fortalecer as bases da parceria entre os dois países em áreas como comércio, investimentos, investigação e cooperação empresarial, e incentivar uma maior integração entre os setores produtivos brasileiro e sul africano.
Em declarações à imprensa, o presidente Lula da Silva ressaltou que os dois países possuem uma parceria estratégica e que pretendem aumentar a aproximação entre os dois continentes.
“África do Sul e Brasil atuam para aproximar nossos continentes. Somos parceiros no BRICS, no IBAS e no G20. Compartilhamos a luta por uma ordem global mais equilibrada e representativa, baseada no direito internacional e no multilateralismo”, afirmou o chefe de Estado brasileiro.
Lula destacou ainda que os dois governos estão empenhados em ampliar o comércio bilateral, que estabilizou em cerca de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) desde há 20 anos.
“A África do Sul é o país mais industrializado do continente africano, nós somos o mais industrializado da América Latina. Portanto, não existe nenhuma explicação política para que a gente não tenha um comércio acima de dez mil milhões de dólares”, afirmou o presidente brasileiro olhando para Ramaphosa.
Esta foi a quarta vez que um líder sul-africano visitou o Brasil, mas foi a primeira com caráter de visita de Estado.
Num tom assertivo, o chefe de Estado brasileiro questionou a perceção de segurança do país face ao atual cenário geopolítico global.
“Não sei se o companheiro Ramaphosa percebe que, se a gente não se preparar na questão da defesa, qualquer dia, alguém invade a gente”, declarou o presidente do Brasil.
Autonomia face aos "senhores de armas"
Lula realçou que o Brasil tem necessidades iguais às da África do Sul e, dirigindo-se ao homológo, defendeu a criação de uma indústria de defesa autónoma para reduzir a dependência das grandes potências.
“Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas”, reforçou o presidente brasileiro, exortando o chefe de Estado sul africano a unir esforços para definirem o que podem produzir em conjunto.
A solução proposta por Brasília passa por uma cooperação reforçada entre as nações do Sul Global. Lula sugeriu que o Brasil e a África do Sul devem unir esforços para o desenvolvimento de tecnologia e equipamentos militares próprios, evitando a importação de armamento das potências tradicionais.
Diplomacia, conflitos globais e negócios
Além da vertente militar, o encontro em Brasília serviu para ambos os líderes reiterarem o apelo à resolução pacífica dos conflitos no Médio Oriente. Cyril Ramaphosa condenou a perda de vidas civis, enquanto Lula reforçou a necessidade de o Brasil se posicionar de forma mais robusta no xadrez da segurança internacional.O reforço da Defesa deverá ser uma das prioridades orçamentais do governo brasileiro nos próximos anos, visando não só a proteção do território, mas também o estímulo à indústria tecnológica nacional.
Esta visita teve como objetivo fortalecer as bases da parceria entre os dois países em áreas como comércio, investimentos, investigação e cooperação empresarial, e incentivar uma maior integração entre os setores produtivos brasileiro e sul africano.
Em declarações à imprensa, o presidente Lula da Silva ressaltou que os dois países possuem uma parceria estratégica e que pretendem aumentar a aproximação entre os dois continentes.
“África do Sul e Brasil atuam para aproximar nossos continentes. Somos parceiros no BRICS, no IBAS e no G20. Compartilhamos a luta por uma ordem global mais equilibrada e representativa, baseada no direito internacional e no multilateralismo”, afirmou o chefe de Estado brasileiro.
Lula destacou ainda que os dois governos estão empenhados em ampliar o comércio bilateral, que estabilizou em cerca de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros) desde há 20 anos.
“A África do Sul é o país mais industrializado do continente africano, nós somos o mais industrializado da América Latina. Portanto, não existe nenhuma explicação política para que a gente não tenha um comércio acima de dez mil milhões de dólares”, afirmou o presidente brasileiro olhando para Ramaphosa.
Esta foi a quarta vez que um líder sul-africano visitou o Brasil, mas foi a primeira com caráter de visita de Estado.